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Boas Festas e Bom Ano 2011

Ébano & Marfim Piano Festival 16 a 19 Dez – 21H30

 

 

Ébano & Marfim Piano Festival
Trem Azul Jazz Store
Dezembro 2010

Dia 16
João Paulo Esteves da Silva
10 €

Dia 17
Thollem McDonas

10€

Dia 18
Bernardo Sassetti

10€

Dia 19
Sara Serpa / Ran Blake Duo “Camera Obscura”

10€

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Inventado em 1709 por Bartolomeo Cristofori, o piano é a primeira das máquinas de música manufacturadas industrialmente. Tomou o lugar do clavicórdio, e a principal diferença em relação a este consiste na substituição das tangentes por martelos cobertos de feltro que, depois de percutirem as cordas, voltam à posição inicial. Os alemães chamaram-lhe “hammerklavier” (piano de martelos) e continuamos a utilizar essa designação. Contando com 300 anos de existência, esta máquina totalmente acústica é ainda o melhor dos instrumentos de tecla. Di-lo, por exemplo, Frederic Rzewski: «Os teclados electrónicos nada lhe acrescentam de essencial, e em alguns aspectos até são mais limitados.»

E porque assim é, esta série de concertos organizada pela Trem Azul escolhe o piano como mote e instrumento, nas mãos de João Paulo Esteves da Silva, Thollem McDonas, Bernardo Sassetti e Ran Blake, este último em duo com a cantora Sara Serpa.

João Paulo Esteves da Silva
João Paulo Esteves da Silva é um dos pianistas maiores do jazz nacional, senão mesmo o mais completo. Com uma criatividade prodigiosa, desconstrói uma melodia – muitas vezes retirando-a do cancioneiro popular português ou do repertório tradicional sefardita – até ao nível celular, para a remontar de modos irreconhecíveis. O seu álbum “Memórias de Quem” mereceu a unanimidade dos aplausos e o dueto que gravou com o trompetista Dennis González, “Scapegrace”, foi galardoado com o prémio Autores da SPA.

Thollem McDonas
O californiano Thollem McDonas apresentará o conceito a que chama “eccentriclet music”, consistindo numa pessoalíssima visão das relações entre composição e improvisação. Seja a interpretar Debussy com Stefano Scodanibbio ou em contexto “free form” a solo e com Vinny Golia, LaDonna Smith, Alex Cline, Gino Robair e Bruce Ackley, este descendente de irlandeses e cherokees tem-se distinguido pela forma como alicerça o factor experimentação nas tradições clássica e do jazz.

Bernardo Sassetti
Reconhecido igualmente como compositor, Bernardo Sassetti é um invulgar caso de sucesso em Portugal, com os seus discos a atingirem índices de vendas mais comuns nos domínios da pop. Antigo aluno de Horace Parlan e Sir Roland Hanna, a sua visão do jazz incorpora elementos da música erudita e o tipo de atmosferas próprio das bandas sonoras para o cinema, actividade, de resto, a que se dedica em paralelo. Os seus mais recentes títulos, “Unreal – Sidewalk Cartoon” e “Motion”, foram recebidos como autênticas pérolas de inventividade.

Sara Serpa / Ran Blake “Camera Obscura”
A câmara obscura é um instrumento óptico da antiguidade, usado por artistas e cientistas, em que a luz passa por uma pequena abertura de uma caixa escura, projectando consequentemente, imagens de grande clareza.

Esta é uma metáfora apropriada para o que a vocalista Sara Serpa e o pianista Ran Blake fazem no seu álbum em duo, “Camera Obscura” (Inner Circle Music). Ao fazerem passar as canções pela sua artística lente, eles projectam o som e o significado desta canções com uma surpreendente, e quase mágica, clareza. Numa das mais arrebatadoras gravações deste ano, eles trazem inovação e criatividade às suas interpretações de standards, clássicos do jazz e originais, dando uma nova luz a cada tema.

Sara Serpa
Quando Sara Serpa decidiu que o seu percurso seguiria a direcção musical, frequentou a Berklee College of Music e mais tarde o New England Conservatory, onde obteve o seu mestrado em Jazz Performance, em 2008. Entre os seus professores estão Danilo Perez, Dominique Eade, Theo Bleckmann, Hal Crook e Jerry Bergonzi. “Serpa é especialmente impressionante, com o seu canto de afinação perfeita, sem palavras completamente em sintonia com as linhas de Osby”, escreveu Peter Margasak, do Chicago Reader, sobre a sua participaão em “9 Levels” de Greg Osby. Em “Camera Obscura”, Serpa, que criou o seu nome, como cantora que canta sem palavras, revela uma outra faceta da sua arte. Para pôr um carimbo pessoal nestas canções, Serpa precisava de um parceiro como Ran Blake, um músico, que tal como ela, está disposto a correr riscos.

Ran Blake
Numa carreira de mais de 5 décadas, o pianista Ran Blake criou um nicho único na música improvisada, como artista, e pedagogo.

Com uma mistura muito peculiar entre a história do Jazz, a grande tradição dos Blues e do Gospel, temas dos clássicos “Film Noir”, e uma personalidade singular, o som singular de Ran Blake ganhou seguidores um pouco por todo o lado. O seu legado musical contém mais de 30 discos gravados para as melhores editoras do mundo assim como mais de 30 anos de pedagogo no New England Conservatory de Boston.

Paralelamente à sua carreira como pedagogo, Ran Blake manteve uma carreira artística muito activa. Gravou o LP “Ran Blake Plays Solo Piano” para a editora ESP em 1965 que depressa se tornaria numa espécie de prototipo ao que se seguiria na história do Jazz, coabitando nele as suas influências originais mas também uma enorme paixão pela música de Thelonious Monk e compositores como Stravinsky, Prokofiev, e Messaien. A sua reputação como maior pianista do movimento third stream estendeu-se pelo mundo inteiro.

Este pianista seminal no Jazz revelou-se ao mundo, porém, no dueto que formou com a cantora Jeanne Lee no final dos anos de 1950. Essa colaboração tornou-se material com a edição do disco “The Newest Sound Around”, gravado para a editora RCA em 1962, apresentando ao mundo os seus talentos únicos e a sua concepção revolucionária acerca dos standards do Jazz.

Desde então e até hoje, Ran Blake trabalha essencialmente o seu solo, em mais de 30 discos, a permeio com algumas colaborações com músicos como Anthony Braxton, Jaki Byard, Steve Lacy, Houston Person, Enrico Rava, Clifford Jordan, Ricky Ford.

CONCERTO TIAGO SOUSA | SÁB 20 NOV | 21H30 | TREM AZUL JAZZ STORE

Tiago Sousa piano, harmónio, teclado
Ricardo Ribeiro clarinete
Baltazar Molina percussão

Tiago Sousa traz à Trem Azul Jazz Store no próximo sábado, 20 de Novembro, às 21h30, um dos últimos concertos antes do lançamento do seu novo álbum, Walden Pond’s Monk. Baltazar Molina (percussão) e Ricardo Ribeiro (clarinete) acompanham Tiago Sousa ao piano.

Walden Pond’s Monk chega ao mercado nacional e internacional em Março de 2011 pelas mãos da editora americana Immune Recordings, que conta com artistas como Tape e Micah Blue Smaldone e que é distribuída pela Thrill Jockey Records.

Entrada: 5 Euros

Concerto::: Marjamäki / Vicente :::Dia 10 Nov – 19H30

 

Luís Vicente – trompete
Jari Marjamäki – electrónicas

Marjamäki / Vicente é um duo de improvisação sedeado em Lisboa que reúne na manipulação electrónica experimental o músico e produtor finlandês, Jari Marjamäki, e no trompete Luís Vicente. O duo practica composição em tempo real, desde sons ambiente à electronica experimental, mantendo o conceito de improvisação livre onde cada actuação é única, inesperada e irrepetível.
www.soundcloud.com/marjamakivicente

entrada 3 euros

Concerto Nobuyasu Furuya + Luís Lopes e Miguel Mira:::4 Nov:::19H30

O multi-instrumentista japonês Nobuyasu Furuya, com a sua abordagem zen da “new thing”, desafiou o guitarrista Luís Lopes e o violoncelista Miguel Mira para uma apresentação de dois duetos distintos neste concerto na Trem Azul.

Luís Lopes tem um “background” no rock e nos blues – com toda a evidência, o seu “herói” é Jimi Hendrix –, cedo o guitarrista se interessou pelo jazz aberto, e isso quer dizer que nunca quis, simplesmente, interpretar os “standards”. Em consequência, concebeu o seu trabalho composicional para servir os talentos improvisacionais dos músicos que envolve nos seus projectos e não para os circunscrever em estruturas rígidas e pré-estabelecidas. Lopes é um cultor do desconhecido e enfrenta este com genica e predisposição.

Miguel Mira, membro do Motion Trio de Rodrigo Amado, também ele um músico que atravessa fronteiras, designadamente as do jazz, da música improvisada e do experimentalismo radical.

entrada 3 euros

6º ANIVERSÁRIO TREM AZUL JAZZ STORE | TER 19 DE OUT | 21H30

Ken Vandermark  saxofone tenor e clarinete baixo
Chad Taylor  bateria

A Trem Azul Jazz Store comemora o 6º aniversário na terça, 19 de Outubro e vai marcar esta data com uma noite especial, cheia da boa música ao vivo a que este espaço sempre nos habituou e com os melhores descontos em todos os produtos à venda na loja.

O duo Ken Vandermark e Chad Taylor dão início a esta noite de festa com um concerto que promete ser contagiante, às 21h30. O saxofonista e clarinetista Vandermark é um dos mais activos e prolíficos músicos da actualidade e tem-se multiplicado em projectos de grande qualidade, com destaque para Vandermark 5, DKV Trio, Fire Room, Spaceways Inc, Free Fall, Tripleplay, 4 Corners, Bridge 61, School Days e Territory Band. Taylor é membro do Chicago Underground Duo, Trio, Quartet e Orchestra de Rob Mazurek e nos últimos anos envolveu-se nas mais diversas formações do novo jazz americano, como Sticks and Stones, Spiritual Unity e Digital Primitives. O baterista e vibrafonista é também uma das principais figuras do pós-rock de Chicago, tocando ao vivo e gravando com Tortoise, Isotope 217, Mouse on Mars, Stereolab, Jim O’Rourke, Brokeback e Sam Prekop.

A única loja de jazz existente em Portugal, abriu as portas no Cais de Sodré há 6 anos e tornou-se uma das poucas lojas especializadas nesta área da música em todo o mundo, distinguindo-se igualmente por abrigar a editora discográfica que tem sido votada como uma das mais importantes a nível internacional, a Clean Feed Records. Seis anos que marcaram a diferença e que decisivamente contribuíram para que no nosso país o jazz se tornasse num fenómeno de dinamismo e vitalidade.

Uma noite de celebração jazz a não perder, repleta de boa música e boas compras!

10% de desconto em todos os artigos da loja e 20% no catalogo Clean Feed

A entrada é livre!

Concerto::: Alfredo Costa Monteiro e Tim Olive:::14 Out – 19h30

Alfredo Costa Monteiro dispositivo electroacústico
Tim Olive  guitarra preparada

Nascido no Porto em 1964 e desde há largos anos a residir em Barcelona, Alfredo Costa Monteiro é um daqueles artistas multifacetados do qual o país se poderia orgulhar sonoramente, não fosse tão dado à sua tacanhice e provincianismo. Desenvolvendo uma abordagem multidisciplinar desde o início dos anos 90, tem vindo a explorar a transversalidade entre o som, a imagem e a palavra em peças singulares de reinvenção ad-hoc. Sob o signo da instabilidade de processos, nas suas mais variadas formas, tem visto o seu trabalho exposto em algumas das mais interessantes galerias europeias ao mesmo tempo que enceta colaborações com gente tão ilustre como Ferran Fages ou Margarida Garcia. É neste contexto de partilha que visita Lisboa na companhia do canadiano Tim Olive. Guitarrista radicado no Canadá, e explorador do instrumento pela via do score irresoluto na senda de nomes como Keith Rowe ou Annette Krebs, tem também já um longo historial de colaborações com Takahiro Kawaguchi ou Joel Stern. Dois currículos excelsos de duas mentes idiossincráticas, em elipses constantes sob as capacidades processuais do objecto enquanto som.  (texto a9)

Entrada 3 euros

Concerto de apresentação do cd MIA 2010 – 1º Encontro de Música Improvisada de Autoguia da Baleia:::7 Out – 19h30

O MIA 2010 – 1º Encontro de Música Improvisada de Atouguia da Baleia realizou-se nos dias 29 e 30 de Maio no Auditório da Sociedade Filarmónica daquela vila histórica e desenvolveu-se em duas vertentes – artística e pedagógica – acolhendo diversos concertos, um workshop e um colóquio dedicados à área da experimentação e da inovação no campo da criação musical.
Participaram no evento 30 músicos, tendo sido editado um álbum duplo com grande parte dos registos captados em palco.
A apresentação pública deste CD irá decorrer na Trem Azul no dia 7 de Outubro de 2010 pelas 19.30, havendo lugar à realização de um pequeno concerto pelo Ensemble MIA.

Entrada livre

Títulos da hatOLOGY disponíveis na Trem Azul

Ran Blake / Anthony Braxton – A Memory of Vienna
Max Roach / Anthony Braxton – Two in One – One in Two 
Anthony Braxton – Charlie Parker Project
Anthony Braxton – Creative Orchestra (Koln) 1978
Anthony Braxton – Seven Compositions (Trio) 1989
Anthony Braxton – Performance (Quartet) 1979
John Zorn / George Lewis / Bill Frisell – More News For Lulu
John Zorn – Cobra
Cecil Taylor Unit – The Eighth
Gerry Hemingway Quintet – Demon Chaser
Daniele D’Agaro / Ernst Glerum / Han Bennink – Strandjutters
Clusone 3 – Soft Lights and Sweet Music
Dave Douglas Tiny Bell Trio – Constellations
Uwe Oberg / Christof Thewes / Micheal Griener – Lacy Pool
Sun Ra Arkestra – Sunrise in Different Dimensions
Joe McPhee / Lisle Ellis / Paul Plimley – Sweet Freedom Now Suite
Lee Konitz / Don Friedman / Attila Zoller – Thingin
Marc Copland Trio – Haunted Heart
Jackson Harrison Trio – Land Tides
Jon Lloyd – Four and Five
eRikm & Fennesz – Complementary Contrasts
David Murray – 3D Family
Vienna Art Orchestra – A Notion in Perpetual Motion
Westbrook – Rossini
Max Roach / Archie Shepp – The Long March

Novidades PI Recordings

  Henry Threadgill Zooid      Steve Coleman                        Elsaffar/Modirzadeh

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