Sugestões de Natal

É uma espécie de praga sazonal, não tanto o Natal, mas a parafernália que se lhe associa. A possibilidade de partilhar música é sempre gratificante e se vamos continuar a ter as trocas de prendas, como um dos momentos emblemáticos no Natal , mais vale que seja com discos.

SALDOS!!!SALDOS!!!SALDOS!!!

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A Trem Azul Jazz Store começa o novo ano com saldos. A partir de segunda, 10 de Janeiro centenas de títulos podem ser comprados por preços a partir de 1€.

Títulos da hatOLOGY disponíveis na Trem Azul

Ran Blake / Anthony Braxton – A Memory of Vienna
Max Roach / Anthony Braxton – Two in One – One in Two 
Anthony Braxton – Charlie Parker Project
Anthony Braxton – Creative Orchestra (Koln) 1978
Anthony Braxton – Seven Compositions (Trio) 1989
Anthony Braxton – Performance (Quartet) 1979
John Zorn / George Lewis / Bill Frisell – More News For Lulu
John Zorn – Cobra
Cecil Taylor Unit – The Eighth
Gerry Hemingway Quintet – Demon Chaser
Daniele D’Agaro / Ernst Glerum / Han Bennink – Strandjutters
Clusone 3 – Soft Lights and Sweet Music
Dave Douglas Tiny Bell Trio – Constellations
Uwe Oberg / Christof Thewes / Micheal Griener – Lacy Pool
Sun Ra Arkestra – Sunrise in Different Dimensions
Joe McPhee / Lisle Ellis / Paul Plimley – Sweet Freedom Now Suite
Lee Konitz / Don Friedman / Attila Zoller – Thingin
Marc Copland Trio – Haunted Heart
Jackson Harrison Trio – Land Tides
Jon Lloyd – Four and Five
eRikm & Fennesz – Complementary Contrasts
David Murray – 3D Family
Vienna Art Orchestra – A Notion in Perpetual Motion
Westbrook – Rossini
Max Roach / Archie Shepp – The Long March

Novidades PI Recordings

  Henry Threadgill Zooid      Steve Coleman                        Elsaffar/Modirzadeh

Promoção:::Delmark/Criss Cross/Philology/Chiaroscuro

Grande promoção

5.90 euros cada cd

Novidades

Wadada Leo Smith                        New York Art Quartet

John Hollenbeck Ensemble       John Hollenbeck

Reedições

Novidades Clean Feed

Jorrit Dijkstra Pillow Circles

Jorrit Dijkstra saxofone alto
Tony Malaby saxofone tenor e soprano
Jeb Bishop trombone
Oene Van Geel viola
Paul Pallessen guitarra e banjo
Raphael Vanoli guitarra
Jason Roebke contrabaixo
Frank Rosaly bateria

Mais um passo entre os muitos que tem dado no seu novo porto de abrigo, a América, Jorrit Dijkstra tem em “Pillow Circles” uma suite de composições escrita para um ensemble de seis elementos que junta quatro músicos das cenas de Nova Iorque e Chicago, Tony Malaby, Jeb Bishop, Jason Roebke e Frank Rosaly, e os – tal como ele – holandeses Oene van Geel, Paul Pallesen e Raphael Vanoli. Neste CD, volta o free jazz a encontrar-se com o rock “indie” e com a electrónica, incluindo homenagens a Henry Threadgill, George Lewis, Michel Waisvisz e (surpresa!) Joe Strummer, o vocalista da banda punk The Clash. A guitarra eléctrica está em proeminência (são dois os guitarristas), mas também alguns dispositivos electrónicos “vintage”, como o lyricon e a crackle box, uma invenção “lo-fi” do recentemente falecido Waisvisz. Junta-se-lhes uma estratosférica secção de sopros, com saxofones e trombone, numa nunca antes ouvida associação de Dijkstra com Malaby e Bishop. A música vai de situações melódicas e “groovy” às mais intrigantes abstracções, lidando inventivamente com texturas e dinâmicas. Sem sombra de dúvida, um disco “must have, must listen”.

Kirk Knuffke Amnesia Brown

Kirk Knuffke trompete
Doug Weisselman clarinete e guitarra
Kenny Wollesen bateria

Poucos músicos conseguem ser tão unânime e entusiasticamente aplaudidos com um disco de estreia em nome próprio, mas tal aconteceu com o trompetista Kirk Knuffke e o seu CD “Bigwig” (Clean Feed). Pois ei-lo de volta com um segundo opus, tendo como parceiros duas figuras com as quais está associado há já alguns anos, Doug Wieselman (clarinete, guitarra eléctrica), como ele um dos integrantes da Nublu Orchestra de Butch Morris, e Kenny Wolleson (bateria), um frequente colaborador de John Zorn e líder de diversas bandas que incluem Knuffke. Mais uma vez, os resultados são sensacionais e até surpreendentes. Há mais para ouvir nesta colecção de temas do que o habitual free bop com que está identificada a presente cena nova-iorquina. E nada há aqui de amnésico: o título refere-se apenas a um episódio familiar. “Amnesia Brown” é o pseudónimo dado pela mãe de Kirk Knuffke ao seu bisavô, que desapareceu para uns anos mais tarde ser encontrado em outra cidade com um novo apelido, Brown, uma nova família e nenhuma memória do passado. Aqui, a história está bem lembrada, mas inserida numa proposta musical claramente na linha da frente.

RED trio RED trio

Rodrigo Pinheiro piano
Hernani Faustino contrabaixo
Gabriel Ferrandini bateria

O RED trio é um caso único em Portugal. O que fazem Rodrigo Pinheiro (piano, piano preparado), Hernani Faustino (contrabaixo) e Gabriel Ferrandini (bateria, percussão) nada tem de comum com o que já se ouviu neste pequeno país europeu conhecido pelo particular dinamismo das suas cenas do jazz, da música improvisada e do experimentalismo. Mesmo considerando um cenário mais global, o certo é que poucos trios de piano existem no mundo que possam ser comparados com este que agora se estreia em disco. E para começar porque não se trata, realmente, de um trio de piano. O pianista não é a figura central, mesmo que imediatamente se evidenciem as capacidades virtuosísticas e inventivas de Pinheiro, e a secção rítmica… bem, de facto não é uma secção rítmica, o contrabaixo e a bateria sempre intervindo lado a lado com o instrumento harmónico. Esta é uma música colectiva, sem papéis hierárquicos para os intervenientes, e convenções como a melodia e a pulsação são, regra geral, subvertidas, ou substituídas por construções texturais instantâneas. A meio de todas as abstracções criadas, as conexões com o jazz não se perdem e na verdade até estão bem presentes: Thelonious Monk e Cecil Taylor são influências reconhecíveis, mesmo que distantes. O mesmo se poderá dizer relativamente às óbvias referências na música contemporânea, e designadamente em Messiaen e Ligeti. Esta é uma música muito intensa, por vezes até violenta, mas com espaço para o detalhe. Uma excelente surpresa!

Fight the Big Bull All is Gladness in the Kingdom

Jason Scott saxofone tenor, clarinete
J.C. Kuhl saxofone tenor, clarinete
John Lilley saxofone tenor
Steven Bernstein trompete, slide trompete
Bob Miller trompete
Reggie Page trombone
Bryan Hooten trombone
Matt White guitarra
Cameron Ralston contrabaixo
Brian Jones percussão
Pinson Chanselle bateria
Eddie prendergast baixo eléctrico ( faixa 7)

O guitarrista, compositor e arranjador Matt White está de volta com a sua singular “big band” Fight the Big Bull. E traz consigo um convidado muito especial, Steven Bernstein, que toca o seu trompete em todo o percurso do disco, contribui com duas composições, participa nos arranjos e co-produz. Sentimos a sua presença em todos os ângulos e áreas da música, mas este é, indubitavelmente, um projecto emanado da criatividade de White. Mais uma vez, detectam-se referências directas ou indirectas a Charles Mingus, e muito especialmente ao álbum “The Black Saint and the Sinner Lady”, mas plasmadas numa visão muito pessoal e em linha com a actualidade do jazz. Ouvimos desde melodias em unísono a situações livres e muito próximas do caos organizado, e desde balanços “groovy” a maravilhas contrapontuais que certamente fariam o orgulho de Bach. O bem-humorado, mas irónico, “All is Gladness in the Kingdom” tem um foco particularmente interessante: as relações construídas entre a secção de sopros (Jason Scott, J.C. Kuhl, John Lilley, Bernstein, Bob Miller, Reggie Pace e Bryan Hooten) e a guitarra eléctrica em distorção de Matt White, navegando sobre a base rítmica possante garantida pelos percussionistas Brian Jones e Pinson Chanselle e pelo contrabaixista Cameron Ralston – num dos temas com o reforço de Eddie Prendergast e do seu baixo eléctrico. Tudo soa como uma máquina a ensandecer, e isso é belo.

Sei Miguel Esfíngico – Suite for a Jazz Combo

Sei Miguel trompete de bolso, direcção
Fala Mariam trombone
Rafael Toral electrónica
Pedro Lourenço baixo eléctrico
César Burago percussão

A imprensa especializada internacional apresentou já Sei Miguel como o “mais bem guardado segredo” da música criativa portuguesa. Começa a não ser verdade: a arte deste idiossincrático trompetista já circula pelos quatro cantos do mundo, e este intrigante mas belo CD – o primeiro que lança na Clean Feed – é mais uma forte contribuição para lhe ser feita inteira justiça. Posicionado nas franjas da cena lisboeta do jazz devido às suas muito pessoais abordagens (John Cage sendo uma referência tão importante quanto as de Chet Baker e Don Cherry), ouvimo-lo em “Esfíngico” a trabalhar com um formato clássico, a suite. E sem dúvida que sentimos cada peça, ou movimento, como a parte de um conceito composicional globalizante. De novo com Sei Miguel encontramos Rafael Toral, um nome que vem merecendo mundial celebração, sobretudo nos circuitos da música electrónica e experimental, e um confesso admirador do músico. Os outros membros do grupo são os habituais parceiros de Miguel: a muito fluente Fala Mariam (trombone alto), o seguro e oportuno Pedro Lourenço (baixo eléctrico) e o essencialista César Burago (percussão). Claro se torna que a partitura seguida foi criada para estes instrumentistas e não para os seus instrumentos, tal como Duke Ellington fazia, e tal implica que a música ouvida tem dimensão humana, cooperativa, participada e, mais importante ainda, sentida.

Melhores de 2009 / All About Jazz NY

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Novidades da Auand

Previte/Petrella/Salis Big Guns

Gianluca Petrella trombone
Antonello Salis piano, orgão e fender rhode
Bobby Previte bateria


Bobby Previte Pan Atlantic              

Gianluca Petrella trombone
Wolfgang Puschnig sax alto, baritono
Benoit Delbecq fender rhodes
Nils Davidsen baixo eléctrico
Bobby Previte bateria

Swallow/Talmor/Nussbaum Playing in Traffic

Ohad Talmor saxofone tenor
Steve Swallow baixo eléctrico
Adam Nussbaum bateria

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