Wishful Thinking no CCB

Hoje no âmbito do programa Jazz às Quintas, irá tocar o colectivo liderado pelo saxofonista Alípio C. Neto.

Com a finalidade de reunir um núcleo criativo de músicos-compositores, Alípio C Neto resolveu formar em 2005 o Wishful Thinking. Juntamente com Alex Maguire, com quem trabalha desde 1999, encontrou a vertente ideal para um ensemble que elaborasse composições originais no limite que propõe o jazz, a música improvisada de uma forma geral e a música contemporânea. Johannes Krieger, Ricardo Freitas e Rui Gonçalves tornaram-se nos instrumentistas ideais por partilharem uma estética musical que encontra a sua maior expressão na intensidade e na diversidade de suas respectivas linguagens como compositores. O nome do projecto surgiu quando Neto e Alex ouviram o tema “Pensamento Positivo” no disco “Festa dos Deuses” de Hermeto Pascoal. Os Wishful Thinking lançaram este ano o seu primeiro álbum, “Wishful Thinking ”.

Entrada Livre

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Evan Parker/John Edwards/Chris Corsano

Evan Parker/John Edwards/Chris Corsano

Evan Parker / saxofone tenor e soprano

John Edwards / contrabaixo

Chris Corsano / Bateria, percussão

Evan Parker é sobretudo conhecido pelo seu contributo no desenvolvimento, nos anos 1960, da música improvisada de cariz europeu. É na assimilação da herança de John Coltrane, Pharoah Sanders e Albert Ayler, que Evan Parker forja o seu estilo imediatamente identificável, baseado numa técnica que lhe permite criar camadas sonoras polifónicas, graças a um perfeito domínio da respiração circular, resultando, em vez de uma melodia, uma sonoridade de fluidos movimentos multi-directionais. Evan Parker, por muitos assinalado como um dos mais importantes saxofonistas desde John Coltrane, dará conta do motivo por que ganhou fama como um inovador, não só de processos de execução como até da linguagem que vem abraçando. Seja num típico formato do trio de free jazz (como é o caso), seja no domínio da música electrónica (o seu Electro-Acoustic Ensemble) ou em contextos de música étnica (o duo que manteve com Richard Nunns), Parker é um músico criativo em constante mutação de parâmetros. Com ele só podiam estar os melhores, são eles o contrabaixista John Edwards, colaborador dos experimentais Spring Heel Jack, e a grande revelação da bateria que é Chris Corsano, aplaudido tanto no jazz (com Paul Flaherty) como no rock (com Björk).

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Mário Laginha Trio – “Espaço” CF 090

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 Data de Saída: 6 de Junho

Mário Laginha / piano

Bernardo Moreira / contrabaixo

Alexandre Frazão / bateria

Encomendado pela Trienal de Arquitectura de Lisboa 2007, “Espaço” é mais do que um belo disco de trio de piano jazz. A arquitectura é o tema que suporta esta música simultaneamente geométrica e orgânica: a ideia de estruturas regulares e irregulares, linhas contínuas e descontínuas, superfícies planas ou distorcidas, espaço e ausência de espaço é transferida para o mundo dos sons, resultando num opus único sobre a forma e suas contradições. São muitos os aspectos abordados: a configuração das ruas numa cidade (“Tráfico”), a claustrofobia (“Paredes Que Nos Rodeiam”) e o vazio (“Vazio Urbano”, precisamente o mote desta trienal) sendo apenas alguns deles, e não necessariamente com propósitos descritivos. O pianista e compositor português Mário Laginha acredita que há pontos de contacto entre os dois domínios, algumas coincidências conceptuais e até referências mútuas. E tem toda a razão: o arquitecto-engenheiro-compositor Iannis Xenakis chamou certa vez à música “arquitectura líquida”, e ninguém melhor do que ele para o saber. Desde o exemplo de Xenakis, a arquitectura inspirou as criações de muitos autores contemporâneos, mas o jazz, de forma geral, manteve-se afastado deste tipo de interesse. Assim sendo, é um novo terreno que se abre para Laginha, um dos músicos mais respeitados e aplaudidos em Portugal. “Poderão dizer que a música deste álbum não é tão diferente assim da que já fiz, e espero bem que não. Mas posso garantir que sem o estímulo da arquitectura não seria a mesma”, diz Mário. Com ele estão o contrabaixista Bernardo Moreira e o baterista Alexandre Frazão, dois nomes fundamentais da cena jazzística portuguesa. Oiçam, que não se arrependerão.

Open Speech:solos#duos e trios

solos#duos e trios

Dia 25 sexta-feira

19h30

 

Carlos “ BECHEGAS “ – flautas
Carlos SANTOS – laptop

Ulrich MITZLAFF – violoncelo

 

Dois instrumentos acústicos e um laptop, em solos, duos e trios: formato em sequência aberta de improvisações, expondo narrativas num pluralismo de enunciados e alternância de contrastes.

Discurso heterodoxo e fragmentado na apologia de técnicas extensivas da flauta e violoncelo. Assimetrias polifónicas, texturas, sonoridades abstractas… registadas e glosadas em tempo real por processos digitais, que creditam e potenciam imprevisíveis interacções dos compositores interpretes.

 

 

 

 

Entrada 3 euros

Video da Semana

Anthony Braxton play Impressions – John Coltrane – Woodstock Jazz Festival

Fred Anderson/Hamid Drake – From The River To The Ocean

Fred Anderson/Hamid Drake

Fred Anderson saxofone tenor

Hamid Drake percussão

Harrison Bankhead violoncelo e contrabaixo

Jeff Parker guitarra

Josh Abrams contrabaixo e guimbri

O decano do saxofone tenor free de Chicago e o mais rodado baterista / percussionista da improvisação praticada na Cidade do Vento voltaram a gravar um excelente álbum, desta vez contando com as prestações de Jeff Parker, Harrison Bankhead e Josh Abrams. Uma formação interessante, tendo em conta a militância de Parker e de Abrams em dois grupos charneira do chamado pós-rock, os Tortoise e os Town and Country. Quer isto dizer que, se o espectro de abordagens dos dois líderes desta sessão já ia do modalismo coltraneano a um “world jazz” de influência islâmica, os seus parceiros colocam alguns ingredientes adicionais, seja o cunho africano emprestado pelo guimbri (Josh Abrams), um cordofone de três cordas e som grave, ou as cores da música de câmara contemporânea introduzidas pelo violoncelo (Bankhead). E no entanto, são os blues que dão forma e substância a tudo o que aqui ouvimos, pelo que vanguarda e tradição casam-se de modo particularmente enfático nestas faixas – aliás, o título “From the River to the Ocean” diz tudo sobre os pressupostos do presente disco. Único reparo: quem conhecia de outros tempos a fogosidade de Anderson poderá ficar surpreendido com a geral contenção expressiva do saxofonista, mas a verdade é que a sua idade (77 anos!) já não permite grandes fôlegos. O fundador da AACM compensa o facto incidindo a sua atenção sobre fraseados particularmente angulares. Em vez da antiga pujança, a complexidade articulativa

José Menezez/José Salgueiro IMPROVISIBLE

Improvisible

22 Maio (terça-feira)

19h30

Entrada 3 euros

José Menezes e José Salgueiro duas figuras incontornáveis da musica nacional juntam-se na Trem Azul Jazz Store para nos oferecer algo de “improvisible”. Ocasião invulgar para apreciar músicos desta natureza num contexto de improvisação, neste caso acompanhados por imagens escolhidas pelos próprios. As expectativas são portanto bastante altas.

José Menezes é um dos músicos mais requisitados para trabalhos de elevado nível profissional. Menezes já trabalhou em projectos de grandes nomes de várias áreas desde o jazz passando pela clássica e a pop, dos quais se destacam : António Pinho Vargas, António Vitorino de Almeida, Miguel Graça Moura, Pedro Osório , Thilo Krassman,Curtis Fuller, Benny Golson, Freddie Hubbard , Bernardo Sassetti, Maria João, Mário Laginha, Perico Sambeat,Herman José, G.N.R., Luis Represas ,Tito Paris ou Sara Tavares. A sua actual paixão é a Escola de Jazz de Torres Vedras, a qual fundou e dirige.

José Salgueiro multi-instrumenista, colaborou com Zeca Afonso, Trovante, Sérgio Godinho, José Mario Branco, Gaiteiros de Lisboa, Maria João, entre outros. Toca habitualmente com o contrabaixista Carlos Barretto. Para além de músico, Salgueiro é produtor nas áreas da música tradicional do jazz e da música infantil.Estudou na Academia Amadores de Música, no Conservatório Nacional e no Hot Clube de Portugal. Participou em workshops com Max Roach, Billy Hart, Ron McLure, David Liebman e Paul Motian.


Concerto Arrington de Dionyso na Trem Azul

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Arrington De Dionyso (n. 1975), clarinetista e artista plástico de Olympia, Washington, utiliza os territórios da improvisação com voz, clarinete baixo, “chaleira, jornal e khomuz siberiano” (algo que soa a berimbau), sem o uso de overdubbing ou efeitos electrónicos. Esta prevenção é importante, porque frequentemente os sons produzidos pelo solista parecerem ter origem em fonte electrónica ou ter ocorrido em momentos diferidos. Arrington encontra-se do lado de fora do jazz, do rock, da folk. A solo ou com os Old Time Relijun (mítico grupo avant-rock da K Records), Arrington transcende o real, revolvendo radicalmente as entranhas da prática convencional. Épico, assustador e inesquecível, tudo em doses absurdamente variáveis.

Além de shamanista invocador de espíritos e de aqui e ali debicar no folk judaico, Arrington de Dionyso é, sobretudo, um bom clarinetista e improvisador. Numa linguagem musical moderna, combina o som ácido que extrai dos instrumentos, com interessantes vocalizações guturais em simultâneo, efeitos sonoros que recuperam boa parte da adrenalina e da iconoclastia do Old Time Relijun. De Dionyso, personagem de mistério, cria um complexo desenho musical com os traços bem marcados das suas fantasias primitivistas e consegue agarrar os ouvinte pelos tomates.

Arrington de Dionyso percorre territórios situados na fronteira entre o surrealismo, a tradição americana do rock’n’roll e o xamanismo. Estudante de etnomusicologia, dança Butoh e musicoterapia, de Dionyso tem actuado em todo o Mundo com a sua banda Old Time Relijun ou a solo, com improvisações em clarinete baixo, berimbau de boca e voz, neste último caso seguindo uma tradição que o próprio atribui a um cruzamento entre o canto de garganta siberiano e a espiritualidade de Albert Ayler e Captain Beefheart. Auto-descrito como “O James Bond da improvisação”, as suas actuações a solo distinguem-se por um delicado equilíbrio entre o êxtase e a loucura. Como actividades paralelas, Arrington de Dionyso conta a realização de workshops de improvisação vocal, exposições dos seus desenhos e pinturas, e a organização anual do Olympia Festival of Experimental Musics, nos EUA.

 

16.05  quarta-feira

19H30 | 3 €

Concerto realizado em parceria com a Associação Binaural

http://www.binauralmedia.org

IMPERDÍVEL

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17 de Maio

Evan Parker / Agustí Fernandez / Herb Robertson

Supertrio formado entre um saxofonista livre-improvisador que sempre deu mostras de nunca ter esquecido o jazz (Evan Parker), tanto assim que não esconde o seu gosto em interpretar John Coltrane, um trompetista de jazz com preocupações de inovação que o têm levado a incursões “off-off”, por exemplo com o executante de “endangered guitar” Hans Tammen (Herb Robertson) e um pianista que estudou com Xenakis e lembrou o anarquista catalão Buenaventura Durruti num projecto que juntou músicos de free jazz e de free music (Agustí Fernandez), não é simplesmente um encontro de personalidades o que se propõe neste concerto, mas todo um projecto interventivo: utilizar sons de índole percussiva (nada fácil nos instrumentos de sopro, implicando o uso de técnicas extensivas, e no caso do piano trazendo este para a sua condição primeira – não esqueçamos que o mecanismo deste instrumento se baseia na acção dos martelos sobre as cordas) ou que sejam um sucedâneo da electrónica, se bem que os únicos dispositivos electrónicos a que recorram sejam os microfones. Tudo isto sob uma abordagem específica, a da “improvisação de grupo”, colectiva, sem hierarquizações de papéis ou de parâmetros musicais.

Centro Cultural de Belém

Cafetaria Quadrante

22h45

Gratuito

Birgit Ulher/Ernesto Rodrigues/Carlos Santos

Birgit Ulher/Ernesto Rodrigues/Carlos Santos

Birgit Ulher nasceu em Nuremberga em 1961. Estudou artes visuais e desenvolveu um interesse muito especial pela pintura abstracta e pelo movimento Fluxus, assumindo a arte como a sua principal influência musical. Como artista visual Ulher explora recentemente desenhos, ambientes e trabalhos gráficos em polaroids. Desde 1982 Ulher começou a improvisar e fundou um colectivo de músicos. Toca habitualmente com vários improvisadores europeus e colabora regularmente em projectos para dança.

09.05

19h30

Entrada 3 euros

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