Wishful Thinking

Wishful Thinking

Wishful Thinking (Clean Feed)

Os Wishful Thinking são precisamente aquilo que prometem com o nome, uma máquina desejante. É com as realidades da música que trabalham, por vezes escavando mesmo fundo na tradição do jazz (sabe-o quem já ouviu o pianista Alex Maguire tocar em jeito de “stride”), mas o que projectam dessas, digamos, “constatações de facto” tem sempre acrescentada uma componente de idealização, de sonho ou mesmo de utopia. Não só baralham de novo as cartas do jogo que têm na mão como inventam novas regras. O formato base deste grupo formado pelo pernambucano tornado alfacinha Alípio Carvalho Neto pode ser o hard bop, mas tem vertentes que não se coadunam com os postulados deste, e se a presença da composição, sugestiva ao ouvido mas tecnicamente difícil, é aquela que seria de suspeitar devido ao estilo adoptado e ao facto de os músicos que o integram serem também compositores, nem por isso a improvisação está mais circunscrita, e esta sabe quando pode e deve libertar-se. Os Wishful Thinking são, portanto, aquilo que aparentam ser e aquilo que vão revelando quando começam a retirar as camadas exteriores da cebola que é a sua música. A presença de um baixo eléctrico (atenção a Ricardo Freitas, um valor em plena ascensão na cena nacional!) torna-se algo desconcertante, mas tem tudo que ver com o trompe l’oreille do projecto.

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