Frank Kimbrough Play

 

Frank Kimbrough Play

Frank Kimbrough piano

Masa Kamaguchi contrabaixo

Paul Motian bateria

“….a maioria das minhas gravações foram feitas com músicos que conheço à muito tempo, para Play quis fazer algo de diferente, como se fosse uma nova partida…”

Frank Kimbrough

Mais do que a presença do baterista Paul Motian, este sétimo album do pianista Frank Kimbrough como líder não tem paralelo na já longa obra gravada de um dos mais notáveis pianistas da actualidade.

Kimbrough está em verdadeiro estado de graça, as suas potencialidades como compositor e pianista são vibrantes, dinâmicas e estão longe do egocentrismo que por vezes deixam tudo a perder . O trio funciona como um todo…a música flui, respira e torna-se etérea. Motian é um mestre da subtileza, capaz de um grande domínio de espaços através do ritmo. O contrabaixista Masa Kamaguchi através do seu som escuro e misterioso contribui para que Play seja um dos grandes discos de piano do últimos anos.

VGO

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26 Abril

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VGO

Variable Geometry Orchestra

ernesto_rodrigues viola e direcção

guilherme_rodrigues violoncelo

johannes_krieger trompete

miguel_bernardo clarinete

bruno_parrinha clarinete alto

alípio_neto saxofone tenor

nuno_torres saxofone alto

eduardo_lála trombone

eduardo_chagas trombone

antónio_chaparreiro guitarra eléctrica

armando_pereira accordeão

carlos_santos electrónicas

joão_pinto electrónicas

adriana_sá electrónicas

travassos electrónicas

hernâni_faustino contrabaixo

monsieur_trinité objectos diversos

peter_bastiaan bateria

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Trem Azul Jazz Store

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19h30 | 2€

Selecção 5 Estrelas

Selecção 5 EstrelasVários títulos de referência, intocáveis e imperdíveis da história do Jazz. Duke Ellington, Miles Davis, John Coltrane,

Thelonious Monk, Ornette Coleman, Dexter Gordon, Billie Holiday, Gil Evans, Herbie Hancock, Coleman Hawkins, Eric Dolphy entre

muitos outros. Gravações históricas das emblemáticas editoras: Blue Note, Verve, Impulse, Prestige, Atlantic entre outras.

Se ainda não possui algum destes títulos obrigatórios, atente a esta campanha e aproveite o preço convidativo de 9.90€

Aqui ficam alguns:

ADDERLEY, CANNONBALL SOMETHIN’ ELSE

BASIE, COUNT COMPLETE ATOMIC BASIE
BLAKEY, ART & JAZZ MESSEN WITH THELONIOUS MONK
BRUBECK, DAVE -QUARTET- TIME OUT
CHERRY, DON SYMPHONY FOR IMPROVISORS
CLARK, SONNY COOL STRUTTIN
COLEMAN, ORNETTE SHAPE OF JAZZ TO COME
COLEMAN, ORNETTE SOMETHING ELSE!!!!
COLEMAN, ORNETTE TOMORROW IS THE QUESTION
COLTRANE, JOHN MY FAVORITE THING
COREA, CHICK NOW HE SINGS NOW THE SOBS

DAVIS, MILES A TRIBUTE TO JACK..
DAVIS, MILES ASCENSEUR POUR L’ECHAFAUD
DAVIS, MILES BAGS GROOVE
DAVIS, MILES BIRTH OF THE COOL
DAVIS, MILES E.S.P.
DAVIS, MILES KIND OF BLUE
DAVIS, MILES MILES AHEAD
DAVIS, MILES MILES SMILES
DAVIS, MILES MILESTONES
DAVIS, MILES NEW MILES DAVIS QUINTET
DAVIS, MILES ON THE CORNER
DAVIS, MILES PORGY & BESS
DAVIS, MILES QUINTET/SEXTET
DAVIS, MILES ROUND ABOUT MIDNIGHT
DAVIS, MILES SKETCHES OF SPAIN
DAVIS, MILES WORKIN’ WITH
DAVIS, MILES QUINTET- COOKIN’ WITH THE
DAVIS, MILES QUINTET- RELAXIN’
DAVIS, MILES QUINTET- STEAMIN’ WITH..
DOLPHY, ERIC OUT TO LUNCH

DONALDSON, LOU LUSH LIFE
DREW, KENNY UNDERCURRENT
ELLINGTON, DUKE AFRO-EURASIAN ECLIPSE
ELLINGTON, DUKE AND HIS MOTHER CALLED
ELLINGTON, DUKE MEETS COUNT BASIE
ELLINGTON, DUKE MONEY JUNGLE
ELLIS, DON ELECTRIC BATH
EVANS, BILL TRIO- SUNDAY AT THE VILLAGE VAN
EVANS, BILL TRIO WALTZ FOR DEBBY
EVANS, GIL COMPLETE PACIFIC JAZZ SESSSIONS
GIUFFRE, JIMMY FREE FALL
GORDON, DEXTER CA’PURANGE
GORDON, DEXTER OUR MAN IN PARIS
GREEN, GRANT IDLE MOMENTS
GRIFFIN, JOHNNY CONGREGATION
GRIFFIN, JOHNNY INTRODUCING
HANCOCK, HERBIE EMPYREAN ISLES
HANCOCK, HERBIE FAT ALBERT ROTUNDA
HANCOCK, HERBIE HEADHUNTERS
HANCOCK, HERBIE MAIDEN VOYAGE
HANCOCK, HERBIE MWANDISHI
HOLIDAY, BILLIE LADY IN SATIN
HUBBARD, FREDDIE RED CLAY
JACKSON, MILE/WES MONTGOM BAGS MEET WES
JARRETT, KEITH EL JUICO
JARRETT, KEITH MOURNING OF THE STAR
KELLY, WYNTON KELLY BLUE
KIRK, ROLAND INFLATED TEAR
MAHAVISHNU ORCHESTRA INNER MOUNTING FLAME
MCLEAN, JACKIE DEMON’S DANCE
MCLEAN, JACKIE LET FREEDOM RING
MEHLDAU, BRAD ART OF THE TRIO Vol.1
MEHLDAU, BRAD ART OF THE TRIO VOL.2
MEHLDAU, BRAD ART OF THE TRIO VOL.3
MEHLDAU, BRAD ART OF THE TRIO VOL.4
MINGUS, CHARLES BLACK SAINT & SINNER LADY
MINGUS, CHARLES MINGUS AH UM
MINGUS, CHARLES MINGUS AT ANTIBES
MINGUS, CHARLES PITHECANTHROPUS…
MINGUS, CHARLES TOWN HALL CONCERT
MOBLEY, HANK SOUL STATION
MONK, THELONIOUS ALONE IN SAN FRANCISCO
MONK, THELONIOUS GENIUS OF MODERN MUSIC 1
MONK, THELONIOUS GENIUS OF MODERN MUSIC 2
MONK, THELONIOUS MONK’S MUSIC
MONK, THELONIOUS WITH JOHN COLTRANE
MONK, THELONIOUS/MULLIGAN MULLIGAN MEETS MONK
MORGAN, LEE COOKER
MORGAN, LEE SIDEWINDER
PEARSON, DUKE RIGHT TOUCH
PEYROUX, MADELEINE DREAMLAND
POWELL, BUD AMAZING BUD POWELL 1
POWELL, BUD POWELL, BUD AMAZING BUD POWELL 2
ROLLINS, SONNY WAY OUT WEST
SANDERS, PHAROAH KARMA
SHORTER, WAYNE ADAM’S APPLE
SHORTER, WAYNE SPEAK NO EVIL
SILVER, HORACE YOU GOTTA TAKE A LITTLE
SMITH, JIMMY SERMON
SUN RA SPACE IS THE PLACE
TAYLOR, CECIL CONQUISTADOR
TRISTANO, LENNIE LENNIE TRISTANO
TYNER, MCCOY REAL MCCOY
WEATHER REPORT HEAVY WEATHER

WILLIAMS, TONY LIFETIME
YOUNG, LARRY UNITY
ZAWINUL, JOE DIALECTS
BLAKEY, ART A JAZZ MESSAGE
COLEMAN, ORNETTE CHANGE OF THE CENT
COLEMAN, ORNETTE FREE JAZZ
DAVIS, MILES & THE MODERN
DAVIS, MILES TUTU
DAVIS, MILES WALKIN
DAVIS, MILES QUINTET COOKIN’ WITH THE
EVANS, BILL YOU MUST BELIEVE IN
EVANS, GIL ORCHESTRA- OUT OF THE COOL
GIL/STEVE LACY PARIS BLUES
FITZGERALD, ELLA INTIMATE
FITZGERALD, ELLA/LOUIS AR SING GERSHWIN
GETZ, STAN FOCUS
GETZ, STAN/OSCAR PETERSON SILVER COLLECTION
GORDON, DEXTER XXL
HAWKINS, COLEMAN/BEN WEBS COLEMAN HAWKINS & BEN WEB
HAYNES, ROY QUARTET– OUT OF THE AFTERNOON
HENDERSON, JOE LUSH LIFE
HUBBARD, FREDDIE OPEN SESAME
HUTCHERSON, BOBBY DIALOGUE
JONES, HANK UPON REFLECTIONS
JORDAN, CLIFFORD & JOHN G BLOWIN’ IN FROM CHICAGO
KONITZ, LEE MOTION
LA ROCA, PETE BASRA
LEE, JEANNE AFTER HOURS
LEE, JEANNE & RAN BLAKE NEWEST SOUND AROUND
MOBLEY, HANK ANOTHER WORKOUT
MORAN, JASON BLACK STARS
MORGAN, LEE COOKER
OSBY, GREG INVISIBLE HAND………………………………..Entre outros

Bernardo Sassetti Dúvida

Dúvida

Bernardo Sassetti Dúvida (1964) (Trem Azul)

Com uma longa dedicação à escrita e à execução de música para cinema, Bernardo Sassetti tem firmado também o seu nome como compositor de cena. “Dúvida (1964)” foi concebido para um espectáculo baseado num texto de John Patrick Shanley (“Doubt”, premiado com o Pulitzer) apresentado em Lisboa por alguns dos mais importantes actores portugueses, a saber Eunice Muñoz, Diogo Infante, Isabel Abreu e Lucília Raimundo, com encenação de Ana Luísa Guimarães. Inspirado numa frase em particular daquele dramaturgo americano (“há algo de silencioso em cada pessoa”), esta é uma suite feita de situações em chiaroscuro e paisagens nebulosas, com o piano a escolher estratégias minimalistas de desenvolvimento – ciclos reiterados com poucas notas, simples mas extraordinariamente eficazes, pontuados com apurado sentido de oportunidade pelo percussionista José Salgueiro. A orquestra de 37 elementos Sinfonietta de Lisboa, conduzida por Vasco Pearce de Azevedo, dá densidade à “mise en scéne” paralela com que nos deparamos, mas tão somente para amplificar os efeitos das muitas pausas e respirações desta música – o silêncio é o principal instrumento, com carácter nostálgico mas agindo como uma libertação das tensões sugeridas. Verificando bem, a peça de teatro em questão pretende ter algum humor e ser divertida, ainda que lide com questões sérias e complexas da nossa humana condição. Esta é, também, a obra mais clássica de um pianista de jazz que está a atravessar as fronteiras dos géneros musicais com bom gosto e um admirável sentido da medida, além da definitiva confirmação de uma pessoal, refinada e essencial voz da composição portuguesa. Vale a pena ouvir.

Ornette Séc.XXI

Sound Grammar

Sound Grammar interrompe um silêncio de dez anos

O final de 2006 marcou a chegada duma nova obra de Ornette Coleman, dez anos depois de ter publicado Sound Museum, um quarteto que contava com a pianista Geri Allen, e Colors, a gravação dum concerto em Leipzig em duo com o pianista Joachim Kuhn. Novamente registado ao vivo na Alemanha, este quarteto, com um Ornette a lembrar porque é um dos últimos génios do jazz, retoma um conceito que o saxofonista explorou em 1965 com um trio que incluía o contrabaixista David Izenzon e o baterista Charles Mofett. Esta fórmula de agora, com dois contrabaixistas, um sempre em pizzicato, o outro sempre com arco, já tinha sido ouvida em gravações piratas feitas em Itália no final da década de 60,em que a Izenzon se juntava a Charlie Haden. Neste Sound Grammar Ornette toca com a inimitável individualidde que fez dele um guia do free jazz. Ornette sempre cantou no instrumento de forma simplese gritada, sempre projectou uma intensa emoção, sempre revelou uma extravância tonal muito própria em que a tonalidade e acordes não são primordiais, mas nunca esqueceu a força do swing e dos blues.

Sound Grammar é esmagador. O quarteto, com o filho Denardo mais efectivo do que em outros tempos, cria, com o seguro Greg Cohen, um pulso e entrosamento com a composição ainda mais salientada pelo trabalhodo arco de Tony Flanagan, construindo uma música de impacto que capta os ouvidos desde os primeiros compassos. Coleman recupero três dos seus clássicos, Song X (da colaboração com Pat Metheny), Sleep Talking (de Of Human Feelings) e o grande blues dos seus inícios de 1959, Turnaround. As novas composições têm a sua chancela de comunicação instantânea, do lirismo angular de Once Only e Waiting for You, à alergia latina de Matador ou ao groove de Call to Duty. Este disco prova que Ornette Coleman está ainda para dar cartas, criando uma obra para o século XXI, sem abdicar das suas raízes e sendo um exemplo de honestidade para tanto jazz que se intula de vanguarda. Brilhante!

***** (cinco estrelas)

Raul Vaz Bernardo (Expresso)

Wishful Thinking

Wishful Thinking

Wishful Thinking (Clean Feed)

Os Wishful Thinking são precisamente aquilo que prometem com o nome, uma máquina desejante. É com as realidades da música que trabalham, por vezes escavando mesmo fundo na tradição do jazz (sabe-o quem já ouviu o pianista Alex Maguire tocar em jeito de “stride”), mas o que projectam dessas, digamos, “constatações de facto” tem sempre acrescentada uma componente de idealização, de sonho ou mesmo de utopia. Não só baralham de novo as cartas do jogo que têm na mão como inventam novas regras. O formato base deste grupo formado pelo pernambucano tornado alfacinha Alípio Carvalho Neto pode ser o hard bop, mas tem vertentes que não se coadunam com os postulados deste, e se a presença da composição, sugestiva ao ouvido mas tecnicamente difícil, é aquela que seria de suspeitar devido ao estilo adoptado e ao facto de os músicos que o integram serem também compositores, nem por isso a improvisação está mais circunscrita, e esta sabe quando pode e deve libertar-se. Os Wishful Thinking são, portanto, aquilo que aparentam ser e aquilo que vão revelando quando começam a retirar as camadas exteriores da cebola que é a sua música. A presença de um baixo eléctrico (atenção a Ricardo Freitas, um valor em plena ascensão na cena nacional!) torna-se algo desconcertante, mas tem tudo que ver com o trompe l’oreille do projecto.

Original Silence

Original Silence

Original Silence The First Original Silence (Smalltown Superjazz)

Tem nome de banda mas não é uma banda. Apesar de colaborações anteriores entre alguns dos seus membros, só se reuniram com este formato (Thurston Moore, Mats Gustafsson, Jim O’Rourke, Terrie Ex, Paal Nilssen-Love e Massimo Pupillo) uma única vez, e para tocarem num concerto em Itália, há dois anos, sem temas nem ensaios. Ou seja, o que aqui vai, sob a designação de “The First Original Silence” (pressupondo que outros tomos se seguirão, mas se assim for será necessário juntá-los de novo, tarefa nada fácil considerando as respectivas agendas destes músicos) trata-de de improvisação total. Algo que já foi descrito na Net como uma junção de Ornette Coleman com os Stooges de “LA Blues” e que suscitou o seguinte comentário de Nilssen-Love, na sua recente passagem por Lisboa com os 4Corners: «That’s shit. Good shit.»

Para quem ainda não identificou os nomes, damos uma ajudinha: Moore é o primeiro guitarrista do grupo de rock experimental Sonic Youth, O’Rourke pertenceu a este durante cinco anos e foi metade do projecto de “weird pop” Gastr Del Sol, Terrie Ex é membro do colectivo punk anarquista The Ex, conhecido pelas suas incursões com gente da “música não-idiomática”, Pupillo é o mentor dos italianos Zu, uma mescla de metal e funk com pespontos proto-jazzísticos de saxofone. Gustafsson e Nilssen-Love já serão mais familiares aos amantes do jazz, o primeiro à frente do trio The Thing, o outro um parceiro habitual de Ken Vandermark. Imaginá-los juntos (nada que não nos tivesse passado pela cabeça) era algo da ordem do sonho ou, enfim, do pesadelo, dado que tal só poderia resultar em impactos destrutivos. E assim é, de facto.

O que encontramos é um magma sonoro muito perto da cacofonia, mas evitando esta precisamente quando a coisa ameaça desabar. Os baixos e os registos graves dominam, muito por conta do anasalado sax barítono de Mats, do endiabrado, mas pujante de ritmo, baixo eléctrico de Massimo e da guitarra distorcida de Terrie. A bateria de Paal estrutura, agindo como uma locomotiva a vapor subindo uma encosta, e tanto a guitarra de Thurston como as electrónicas de Jim (nem sempre é possível distingui-las, tão interdependente é a sua laboração) puxam como podem as frequências para cima. Arrasador, e a definitiva confirmação de um estatuto que até agora não era mais do que tentativo: o de um efectivo free rock. Sim, rock, porque no doseamento são as sonoridades deste que ficam a ganhar, mesmo que os fãs de Marilyn Manson possam não o reconhecer como tal.

Cacto

Concerto

12.04.2007

19h30

Cacto

Nuno Torres saxofone alto

Ricardo Jacinto violoncelo

Entrada 2€ (para os músicos)

Jazz ás Quintas no CCB

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O CCB e a Trem Azul Apresentam a partir de Maio a iniciativa Jazz ás Quintas.

Programação Jazz ás Quintas – CCB

Maio

03 – Russ Lossing Solo Piano (USA)

10 – Quarteto de Júlio Resende (Portugal)

17 – Herb Robertson/Evan Parker/ Agustí Fernandez Trio (UK / USA / Espanha)

24 – Luís Lopes Humanization Quartet (Portugal / USA)

31 – Wishful Thinking (Portugal/Brasil / Alemanha)

Junho

07 – Rodrigo Amado/Carlos Zíngaro/Pedro Gonçalves (Portugal)

14 – Rashiim Ausar Sahu / Ibrahim Galissa Duo (Guiné Bissau / USA)

21 – Ernesto Rodrigues/Manuel Mota/José Oliveira (Portugal)

28 – Quinteto de Afonso Pais (Portugal)

Entrada gratuita

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