IMI KOLLEKTIEF ao vivo

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03 de Abril

Trem azul Jazz Store

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IMI KOLLEKTIEF

Feat. Mark sanders Alípio Carvalho Neto (saxofone tenor), Jeffrey Davis (vibrafone), Jean-Marc Charmier (trompete, fliscórnio, acordeão), Hugo Antunes (contrabaixo) e Mark Sanders (bateria), integram o iMi Kollektief, formação que toca jazz moderno, de recorte melódico e contrapontual. O som fluiu naturalmente, circula de uns para outros como que por osmose, é filtrado, resumido e ampliado. Em actuação ao vivo, o grupo possui uma presença especial e dá particular atenção às nuances e pormenores na exposição, articulando-se conjuntamente como um verdadeiro e original colectivo.
A música do iMi tem vários parentescos visuais e sonoros. Marcada por uma interessante coolness actual, tinge-se de classicismo e modernidade. Partindo de composições originais de Alípio Carvalho Neto e Jean-Marc Charmier, o quinteto opera uma interessante síntese de planos e propósitos de depuração sonora. O que em nada prejudica o desenvolvimento dos conceitos, que progridem numa multiplicidade de direcções, na procura consequente do ponto de equilíbrio entre o grande plano e o ínfimo detalhe.
Aguardam-se com curiosidade os jogos harmónicos e as interacções tímbricas e tonais, a par de ousados contrastes e aproximações, que potenciam a liberdade de expressão dentro de cada tema, com mudança de papéis em cada composição, alternando posições de solo e acompanhamento. Os solos funcionam como extensões dos temas originais de Alípio, Jeffrey Davis e Jean-Marc, e reflectem tanto a idiossincrasia própria de cada um dos compositores, como as diferentes culturas e origens geográficas. Neste sentido, a música do iMi tem muito de arquitectura do momento, invenção de formas fantásticas apoiadas em sólidas colunas de sustentação, segundo as leis da harmonia, melodia e ritmo, convenientemente adaptadas e reconfiguradas, algo que o iMi faz muito bem e diferente de outros grupos contemporâneos.
Jeffrey Davis impressiona pelo sentido rítmico e harmónico e capacidade de criar climas propícios aos voos picados e rasantes do saxofone tenor de Alípio C. Neto, e ao contrastante lirismo metálico de Jean-Marc Charmier. Ambos com costela de bons sopradores (Charmier também toca acordeão), Alípio e Jean-Marc transportam a chama para o centro de operações, agora reforçado com a inclusão de Mark Sanders, baterista inglês que tem trabalhado ao longo dos anos ao lado de grandes nomes , tais como : Evan Parker, Elton Dean, Jah Wobble, David Sylvian ou Bill Laswell.
Em síntese, o iMi Kollektief propõe-se apresentar um jazz progressivo, emocionalmente rico, conciso e eficaz.

pelas > 19h30

———————— entrada > 2€

Otomo Yoshihide´s New Jazz Orchestra – Out to Lunch

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Encontra-se de novo em Stock aquele que para muitos foi considerado um dos melhores discos de 2006

Otomo Yoshihide´s New Jazz Orchestra – Out to Lunch

Otomo Yoshihide: guitar, conductor (4); Axel Doerner: trumpet, slide trumpet; Aoki Taisei: trombone, bamboo flute; Tsugami Kenta: alto sax, soprano sax; Okura Masahiko: alto sax & tubes (1,3,5); Alfred Harth: tenor sax, bass clarinet, trumpet, misc; Mats Gustafsson: baritone sax; Ishikawa Ko: sho (2,4,5); Sachiko M: sinewaves, contact mic; Nakamura Toshimaru: no-imput mixing board (5); Unami Taku: computer (1,5); Takara Kumiko: vibraphone; Cor Fuhler: piano; Mizutani Hiroaki: bass; Yoshigaki Yasuhiro: drums, percussion, trumpet.

Concerto Luís Lopes / Paulo Curado

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Dueto de Luís Lopes na guitarra eléctrica com Paulo Curado nos saxofones quarta- feira dia 28 de Março às 19:30 na Trem Azul Jazz Store.

Entrada 2€ ( para os músicos ).

Cento e Vinte Segundos

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De 3 de Abril a 3 de Maio  

Esta série de pinturas resulta de um projecto desenvolvido a partir de 2004 em torno da ideia de processamentos sobrepostos da imagem, do conceito de paisagem e dos mecanismos de percepção e memória num contexto contemporâneo.

A utilização de meios tecnológicos como etapas intermédias do processo criativo integra esta temática recorrente da pintura com um questionamento em torno da própria natureza da imagem, mais concretamente enquanto reprodução e representação.

Implicando a paisagem um determinado tempo, um determinado espaço e um ponto de vista sobre essa realidade, estes trabalhos partem da captura de dois minutos de diversas situações quotidianas através de uma câmara de video digital, reduzindo-se ao mínimo a manipulação do equipamento. Este registo de imagens em movimento e som é posteriormente fotografado enquanto está a ser reproduzido num écran.

É com base nas fotografias daqui resultantes, quatro para cada situação, que as pinturas são executadas. Não a partir do‘natural’, mas de uma memória confiada a instâncias alheias e a sucessivas transcrições de conteúdo filtrado por processos tantodigitais como analógicos.

A paisagem deixa de ser uma experiência e uma vivência da realidade para se codificar em informação. E é através de um olhar contaminado e fragmentado sobre imagens (descodificações) que ela se constrói e é devolvida sob a forma de pintura. O carácter mais ou menos ambíguo e/ou abstracto das paisagens resultantes é uma etapa de um caminho sem retorno. Quem a olha nunca será remetido para a origem mas sim para um novo destino.

03.04.2007 | Patrícia Nazaré Barbosa

O JAZZ FRESCO E VIBRANTE ESTA DE VOLTA.

moserobie

Acaba de chegar mais um punhado de discos da editora Norueguesa Moserobie, a mesma que no ano transacto nos surpreendeu com uma boa variedade de novos excelentes músicos e títulos. Na sua maioria são músicos relativamente novos, acabados de sair dos conservatórios de música que aportam uma formação de grande nível.

Desta feita destacamos 5 títulos :

Zanussi Five – Alborado.
Kornstad / Wiik – The Bad and the Beautiful,
Sonic Mechatronik Akestra
– Overunity,
Daisy
– Daisy´s Place
Frederik Nordström – Vibb.


O projecto Daisy, com o 1º registo na editora, mantêm um vigor de composição e interpretação que associamos à qualidade dos músicos deste selo. Neste caso a figura de proa do projecto é o saxofonista conhecido como Joakim, um músico que, para além das qualidades referidas, adiciona sonoridades de outros quadrantes, mais quentes e espirituais, à sua expressão o que lhe confere um relativo factor de distinção, que obviamente se reflecte neste Daisy´s Places.

Frederik Nordström em Vibb transpôs as barreiras relativamente aos trabalhos com o seu quinteto ou no projecto Dog Out e mergulha numa esfera musical com outros contornos, que se prende com o facto de compor para uma formação de maior dimensão com toda a dificuldade e ou vantagem acrescida de que dai advém. Este trajecto resulta, provavelmente, de uma encomendada comissionada pela Swedish Radio e The Swedish Concert Institute para compor uma peça para orquestra, onde se reuniram pela 1ª vez em 2004 os 11 músicos que fazem parte deste projecto, combinado em 2 cds. Um caso sério de composições audazes e delicadas para escutar com atenção. Mais uma pérola deste catalogo que reúne já 50 títulos.

Brian Groder | Torque

Brian Groder

 

 

 

 

 

Bom trompetista, este Brian Groder, merecedor de que o seu nome seja mais reconhecido do que é. Mas como a realidade das coisas funciona assim, “Torque” está a chamar as atenções não tanto pela qualidade superior das composições e dos improvisos do líder e da excelente secção rítmica constituída por Doug Mathews e Anthony Cole, e sim pelo facto de o homem da flauta e dos saxofones se chamar Sam Rivers. E um Rivers nada diminuído pela sua já provecta idade, intenso sempre e por vezes até surgindo com a força de um tornado. A geral atmosfera do disco tem algo da dos finais da década de 1950, altura em que se espalhavam as sementes do free jazz, mas é tudo menos nostálgica, tirando argumentos a quantos lamentam o saudosismo da “new thing” hoje existente mas não fazem igual crítica às actuais reproduções do bop, considerando este o limite e o apogeu do “verdadeiro jazz” e por isso justificadamente repetível, se possível ad eternum.

Pois o que aqui está é bem o jazz tal como se entende nos nossos dias, swingado, vibrante e pleno de vitalidade. Neste aspecto, a contribuição de Cole, o baterista, é fundamental. Segura os remos e chega a transformar-se no próprio barco, como no solo de “Involution” (título de sabor irónico?), algo que já não vai sendo habitual ouvir em disco. Mas não se pense pela descrição que ao longo das faixas é tudo meia bola e força: Groder pode ter um som quente, muito particularmente quando pega no fliscórnio, mas a sua lógica discursiva é sempre acentuadamente melódica e prefere a subtileza (reparem como ele lida com as dinâmicas) ao óbvio. Quanto a Sam Rivers, oiçam o pico agridoce do seu som ao tenor e tentem lembrar-se de mais alguém que toque assim… Não encontraram um nome que fosse, pois não? Mais um motivo para ouvir o presente álbum com a devida atenção, pois aos 83 anos este magnífico saxofonista não terá, infelizmente, muito mais estrada para percorrer. Além de que, na música como nas artes vinículas, o número de primaveras somadas continua a ser uma garantia de refinamento.

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